Top 10 2014

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Já avançamos para o mês de março, mas não publiquei por aqui ainda os meus preferidos de 2014, resolvi trazer pra cá a lista que originalmente foi montada para ser publicada pela Interlúdio no tradicional período de avaliação de 2014 (a lista completa da revista). A lista respeita os lançamentos na cidade de São Paulo em 2014.

1) Era uma vez em Nova York/The Immigrant, James GRAY
2) O Gebo e a Sombra, Manoel de OLIVEIRA
3) Toque de Mestre/Grand Piano, Eugenio MIRA
4) Boyhood – Da infância a juventude, Richard LINKLATER
5) Jersey Boys – Em busca da música, Clint EASTWOOD
6) Tudo por um furo/Anchorman 2: The legend continues, Adam MCKAY
7) Bem-vindo a Nova York/Welcome to New York, Abel FERRARA
8) Amar, Beber, Cantar/Aimer, Boire et chanter, Alain RESNAIS
9) Trapaça/American Hustle, David O. RUSSEL
10) Débi e Lóide 2/Dumb and Dumberer To, Peter e Bobby FARRELLY

Mudaria, hoje, talvez a entrada de Ciúme, do Garrel, entre os dez, mas em janeiro optei por estes escolhidos. Há americanos com financiamento europeu, e europeus com financiamento americano. Foi um ano ruim, não por estes filmes que são todos de interesse considerável, nem por alguns outros que também o eram, mas pela média geral do circuito. É possível afirmar que o circuito representa cada vez menos a realidade de um ano, mas é necessário fazer uma avaliação precisa em retrospecto. O cinema europeu sempre dependeu dos grandes autores, produzindo toneladas de lixo genérico. Enquanto os americanos sempre foram excelentes artesões. Algo se perdeu na história. Na lista, temos o último filme de Alain Resnais, falecido, e o possível último longa de Oliveira, cujos problemas de saúde são limitadores aos 106 anos. Quando olho para listas de 2003, 2004, nos tempos da Contracampo, encontrava diversos filmes americanos de gênero entre os vinte, trinta melhores. O número de bons filmes era maior. Eu gosto muito de O Âncora, um filme que ocupa posição especial no referencial da década passada. No entanto, nem cogitei lista-lo entre os melhores de 2004. Jersey Boys é um ótimo filme, merece sem dúvida a atenção de todos, mas certamente não é um dos melhores filmes do cineasta. A minha impressão, e pode ser só uma impressão, é que o cinema europeu continua no mesmo lugar, estagnado, dependendo de suas estrelas, enquanto o americano perdeu uma certa tradição. Piorou. Cada vez se aparente mais com o do velho continente. Assustador.

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